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História da Semana: A beleza realista de "A Terra Treme"

  • 6 de jun. de 2019
  • 1 min de leitura

Uma das características da primeira fase do Neorrealismo Italiano era a aparente limitação técnica de alguns aspectos de seus filmes, como a iluminação ou a captação de áudio. Como os estúdios italianos de Cinema estavam “destroçados” pela guerra, Rossellini defendia que tais limitações não seriam apenas uma debilidade técnica, mas também uma forma de captar a luz e o som de uma forma que seria mais próxima daquela que uma pessoa os receberia no mundo real. Isso não chegou a tornar os filmes feios ou inaudíveis, mas não impediu que certas passagens fossem mais apreciáveis pela semântica do que pela técnica. Dentre os filmes dessa fase, um dos que não deixam a desejar nesse sentido é o “A Terra Treme” (1947), de Luchino Visconti, considerado por muitos como o exemplar com as imagens mais belas do movimento, sem deixar de explorar o potencial da iluminação natural nas cenas próximas ao litoral. Contando a história de um jovem pescador do porto de Catania, na Sicília, o filme traz a temática social da exploração do trabalhador no período pós-guerra, refletindo a dura realidade imposta pela ordem capitalista, na qual os pequenos empreendedores são dominados pelos grandes "peixões" do mercado. Com esse pano de fundo, não era de se esperar que o filme tivesse um final feliz, algo que estaria, pois, bem distante do realismo que o movimento buscava.

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