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História da Semana: As Vanguardas Europeias (Parte 13)

  • 6 de jun. de 2018
  • 1 min de leitura

A última vanguarda europeia do Cinema de nossas #KinoHistórias não foi nem um pouco menos importante do que as outras. Aliás, por mais que alguns teóricos enquadrem alguns títulos como pertencentes ao Dadaísmo ou ao Abstracionismo, outros acabam colocando-os sob o manto deste mais reconhecido movimento que começaremos a destacar, o Surrealismo. Esta discrepância de categorização é subjetiva, mas por dividirem semelhanças como a abordagem de conteúdos ilógicos e ingênuos, é compreensível que haja certa confusão. Enquanto aqueles movimentos traziam o tom mais pessimista do entre-guerras, o Surrealismo não se prendia a tal sentimento, focando em narrativas que abordassem o subconsciente. Sendo um movimento iniciado na literatura por André Breton ("Manifesto Surrealista", de 1924) e seu princípio da "escrita automática", a tradução para o Cinema se enquadrou em obras que retratavam o fluxo do inconsciente, sem amarras morais ou estéticas, como se estivesse apenas dando vazão à imprevisibilidade dos sonhos, como vemos, por exemplo, em "Sangue de um Poeta" (1932), de Jean Cocteau. Na cena retratada na foto, um artista esboça um desenho de um rosto humano, cuja boca começa a se mexer. Assustado, ele apaga a boca com a mão e percebe em seguida que a mesma foi transferida para a palma de sua mão. Após fazer algumas experiências com tal boca, o personagem acaba por utilizá-la para dar um beijo em uma estátua feminina.

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